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Nem só de Ozu, Mizoguchi e Kurosawa vive o cinema japonês

E para demonstrar isso, o XI FIC Brasília organizou uma mostra com cinco filmes de Ryuichi Hiroki. Ele é considerado um dos mais criativos cineastas japoneses. No entanto, suas obras são pouco veiculadas no Brasil. Uma marca de seu cinema são os planos longos e o uso do suporte digital, um dos pioneiros dessa estratégia em seu país. Hiroki começou sua carreira trabalhando como assistente de direção no cinema pink,  a pornochanchada japonesa. Tal qual este cinema brasileiro, o cinema pink foi gênero dominante entre as décadas de 60 a 80, produzindo filmes eróticos de baixo orçamento. Os filmes de Hiroki são provocativos, talvez herança de seu início no cinema. Seus personagens são urbanos, a câmera capta seus intensos conflitos psicológicos e há certa insistência em temas sexuais. Três de seus filmes estiveram por Brasília na mostra “Japão pop”, organizada pelo CCBB no primeiro semestre de 2006. Dois deles, “It’s only talk” e “Vibrator”, voltam agora para o panorama organizado pelo FIC.

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"I am a S+M writer", filme de Hiroki que integra a mostra organizada para o XI FIC Brasília

Não deixem de ver “Vibrator”, espécie de road-movie que trata de problemas femininos, filme de 2003 que foi escolhido pela crítica como um dos melhores filmes do ano e o primeiro a destacar o nome de Hiroki. O Festival receberá o diretor para debates sobre seus filmes no dia 5 de novembro, após exibição de “Your friends”, no dia 6 após “Vibrator”, no dia 7 após “I Am S+M Writer” e, no dia 8, após “Your friends”.

Confirme o horário das sessões pelo site do FIC Brasília. Todas as sessões desta mostra acontecerão no cinema da Academia de Tênis.

**

“April Bride”, 2009, 127 minutos

Uma jovem mulher é diagnosticada de câncer de mama e esconde esta informação de seu namorado. Quando ele descobre, decide planejar um casamento mesmo sabendo que ela só tem um mês de vida.

Sessões: 09 de novembro, 19:20h; 11 de novembro, 19h; 13 de novembro, 19h; 15 de novembro, 19:30h

“I Am S+M Writer”, 2000, 88 minutos

Kurosaki é um escritor fracassado que começa a escrever pornografia sadomasoquista barata como um extra. Buscando inspiração, ele contrata jovens modelos para montar vários cenários sexuais. Sentindo-se rejeitada, sua esposa, responde flertando com outros homens.

Sessões: 7 de novembro, 21:20h; 8 de novembro, 17:10h; 9 de novembro, 19h; 11 de novembro, 17:10h

“It’s only talk”, 2005, 127 minutos

Yuko, uma mulher solteira e desempregada que passa por um período de depressão, divide seu tempo entre alguns amigos homens, cada um com seu estilo próprio. Para conviver com cada um deles, ela adapta sua própria personalidade, atuando de diferentes formas dependendo de quem está por perto, o que acaba escondendo de todos como ela realmente é.

Sessões: 7 de novembro, 15h; 9 de novembro, 21:10h; 11 de novembro, 17h; 15 de novembro, 15h

“Vibrator”, 2003, 95 minutos

Rei Hayakawa, uma escritora independente, tem o dom de ouvir vozes dentro de sua cabeça. Mas as vozes lhe causam dor: elas a preocupam, dificultam seu sono, a levam a beber e causam desordens alimentares. Uma noite, em uma loja de conveniência, com as vozes mais altas que nunca em sua cabeça, ela conhece um motorista de caminhão. Ela decide embarcar com ele em uma viagem e, enquanto seu corpo se rende às vibrações do caminhão, vai aos poucos se libertando das vozes em sua cabeça.

Sessões: 6 de novembro, 19h; 11 de novembro, 21:50h; 12 de novembro, 17h; 13 de novembro, 19h

“Your friends”, 2008,125 minutos

Baseado no romance de Kiyoshi Shigematsu, “Your Friend” narra a estória de uma longa amizade entre duas garotas: Emi (Anna Ishibashi), que tem uma doença degenerativa renal e Yuka (Ayu Kitaura), que ficou manca após um acidente de carro causado parcialmente por Emi. Embora inicialmente Yuka carregue ressentimento, as duas vão se aproximando aos poucos devido a seu mútuo entendimento do que é possuir necessidades especiais.

Sessões: 5 de novembro, 19h; 8 de novembro, 17h; 9 de novembro, 19h

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3 Responses to “Nem só de Ozu, Mizoguchi e Kurosawa vive o cinema japonês”


  1. 4 de novembro de 2009 às 17:14

    Oi Rafaela, eu ia fazer essa matéria na Pipoca Moderna, mas vc já fez aqui. Vamos entrar em contato? A revista Pipoca Moderna virou site há quatro meses e estou tentando juntar uma turma nova em torno do projeto. Meu email está no cabeçalho. abs


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Rafaela Camelo

Brasiliense, audiovisualista, interessada em ver, comentar e trocar experiências sobre cinema.

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