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20
mar
10

Mostra Brasília Ano 10 fará retrospectiva do cinema em curta-metragem da cidade

Aluízio Alves

"A menina espantalho", de Cássio Pereira dos Santos

O formato clássico de experimentação é protagonista da mostra Brasília Ano 10, que será realizada no CCBB Brasília a partir do dia 6 de abril. Como parte das comemorações (e porque não comemorar?) do aniversário de 50 anos da cidade, serão exibidos curtas-metragens produzidos entre 2006 e 2009.

O nome da mostra faz referência ao filme de Geraldo Sobral Rocha. O curta-metragem “Brasília Ano 10” foi produzido na década de 70 e explora o espaço urbano de Brasília em sua primeira década de existência. Ano 10 é também o que nos encontramos agora. Diante de uma produção de filmes ampla e diversificada, a cidade se impõe como um dos mais importantes pólos de cinema do país.

A ideia da mostra Brasília Ano 10 é atualizar o público de Brasília do cinema que se está produzindo na cidade. Os curtas foram organizados em seis blocos, de acordo com uma característica comum. São eles: Cinema de Escola – filmes produzidos em universidades ou cursos de cinema e comunicação -; Primeira Visão – os primeiros filmes de alguns cineastas da cidade -; Cenas de Brasília (I e II) – olhar contemplativos ou críticos sobre a cidade, lugares reconhecíveis e a busca pela memória -; Lirismo – cinema de sensações – e, finalmente, Outros Olhares – experimentos de forma e conteúdo.

Fazem parte da mostra os filmes “Menina espantalho” (2008), de Cássio Pereira dos Santos – premiado em diversos festivais de cinema infantil – “Borralho” (2006), de Arturo Sabóia e Paulo Barbosa – ganhador de prêmios de melhor filme, ator e atriz em diversos festivais -; “A noite por testemunha” (2009), de Bruno Torres – ganhador de prêmios no último Festival de Brasília do Cinema Brasileiro -; “Oficina Perdiz” (2006), de Marcelo Díaz – esteve em mais de 40 festivais nacionais e internacionais, sendo premiado diversas vezes – e “Entre cores e navalhas” (2007), de Catarina Acciolly e Iberê Carvalho – destaque em festivais de diversidade sexual -, entre outros. Para rever ótimos filmes e conhecer aqueles que a gente ouviu falar, mas não sabia onde e quando seriam exibidos.

Ajude a divulgar! A entrada é franca e há transporte gratuito para todos os dias.

Serviço:

Mostra Brasília Ano 10

Período: De 06 a 11 de abril de 2010

Local: CCBB Brasília – SCES, Trecho 02, lote 22 – Sala de Cinema e Vídeo

Informações: 3310-7087

Entrada Franca

Classificação Indicativa: Consultar Programação

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Programação por bloco de exibição:

Primeira Visão – 06/04 (20h30), 08/04 (16h30) e 10/04 (18h30)

"Borralho"

"Ana Beatriz"

Borralho, de Arturo Sabóia e Paulo Barbosa (Brasil, 2006) Cor / DVD / 17 min / Livre – Baseado no conto “A fogueira”, de Mia Couto, em uma simples e isolada casa no campo, um velho casal se vê diante da proximidade da morte. Por conta disso, o marido faz uma estranha proposta a sua mulher.

Ana Beatriz, de Clarissa Cardoso (Brasil, 2008) Cor / DVD / 9 min / 14 anos – Ana Beatriz e Paulo Roberto ainda não se conhecem, mas foram feitos um para o outro. E desde cedo o dia promete… Ser igual a outro qualquer. Filme baseado no conto homônimo de Juliano Cazarré.

Dona Custódia, de Adriana de Andrade (Brasil, 2007) Cor / 35mm / 13 min / Livre – Baseado no conto homônimo do escritor Fernando Sabino, o curta-metragem narra a estória de um escritor solitário que tem sua rotina alterada pela presença de sua nova empregada: Dona Custódia

As fugitivas, de Otavio Chamorro (Brasil, 2007) Cor / 35mm / 13 min / 12 anos – Um casal do barulho vai se meter em altas confusões.

A descoberta do mel, de Joana Limongi (Brasil, 2009) Cor / 35mm / 16 min / 16 anos – Filme de arte e ensaio, baseado na pintura “discovery of honey” de Piero di Cosimo, cria relações entre a pintura, a mitologia grega e a performance. Uma mulher se banha de mel e descobre a dimensão mitológica do culto a Dioniso, deus da loucura sagrada, do mel e do vinho, da vegetação e da metamorfose.

Cinema de Escola – 06/04 (18h30), 08/04 (20h30) e 10/04 (16h30)

"Feijão com arroz"

"Café do amanhã"

Cuidado! Palhaços, Pablo Peixoto (Brasil, 2008) Cor e P&B / DVD / 14 min / Livre – O vídeo conta a trajetória de carreira de dois irmãos, Ankomárcio Saúde, 29 anos e Ruiberdan Saúde, 27 anos, que largaram seus empregos em busca um sonho. Serem palhaços. Sem apelar para sentimentalismos, a proposta é mostrar que mesmo em um país desprovido de políticas públicas para cultura, é possível viver desta inusitada profissão.

Feijão com arroz, de Daniela Marinho (Brasil, 2009) Cor / DVD / 8 min / Livre – Uma menina descobre seu cotidiano através sons, barulhos e ruídos.

Memórias de Cinema, de Bruna Carolli (Brasil, 2009) Cor/ DVD / 10 min / Livre – José Carlos Avellar, Paulo Betti, Lula Carvalho e Murilo Salles são homens que contaram suas histórias de paixão pelo cinema. Um crítico, um ator, um diretor de fotografia e um diretor, homens repletos de lembranças.

Meu Jardim, de Thiago Sutir e Ana Pieroni (Brasil, 2009) Cor/ DVD / 13 min / Livre – Madalena é uma jovem simples de uma natureza romântica e obsessiva pelo sonho do amor eterno. Meu Jardim é um curta-metragem que mostra a visão dessa personagem apaixonante e intrigante, que em meio as suas fantasias, é capaz de nos envolver em seu jardim de flores.

Café de Amanhã, de Chico Acioli (Brasil, 2007) Cor / DVD / 20 min / 18 anos. Uma pequena família mantém um hábito contrário à moral tradicional. Por viver na intimidade da casa a empregada sabe do que acontece. Chocada tenta administrar os sentimentos confusos que a despertam.

Cenas de Brasília I – 06/04 (16h30), 08/04 (18h30) e 10/04 (20h30)

"Raul de Xangô"

"A noite por testemunha"

Raul de Xangô, de Erico Cazarré (Brasil, 2008)Cor / DVD / 17 min / Livre – Sou um viandante na terra, de onde vim não me pergunte, sou apenas um transeunte entre a paz e a guerra. Documentário mostra a trajetória de vida de um místico brasiliense.

Dia de visita, de André Luis da Cunha (Brasil, 2007) Cor / 35 mm / 25 min / 12 anos – Dona Sônia vai ao presídio, é dia de visita.

A noite por testemunha, de Bruno Torres (Brasil, 2009) Cor / DVD / 24 min / 14 anos – Cinco rapazes amigos se encontram; um índio se perde numa cidade desconhecida. Juntos, eles viverão uma noite de inconseqüência e culpa. Este curta metragem é uma adaptação de um acontecimento real que chocou o Brasil.

Brasília (Título Provisório), de J. Procópio (Brasil, 2008) Cor / DVD / 15 min / 14 anos – Edu é um curta-metragista com um argumento: a construção de Brasília fracassou, todos abandonaram as obras pela metade – e quarenta e cinco anos depois um antropólogo, uma arquiteta e um documentarista fazem uma excursão arqueológica às ruínas da construção. E agora? Como filmar essa porra?

Cenas de Brasília II – 07/04 (16h30), 09/04 (18h30) e 11/04 (20h30)

"Oficina Perdiz"

"A saga das candangas invisíveis"

Um Certo Esquecimento, de André Carvalheira (Brasil, 2008) Cor / DVD / 13 min / Livre – Numa banca de revistas, um assassinato e a explosão de uma estrela perturbam o cotidiano e o tempo.

Bem vigiado, de Santiago Dellape (Brasil, 2007) Cor / DVD / 14 min / 14 anos – Bira vigia carros. Josiane vende balinha no sinal. Daqui da janela dá pra ver que eles se gostam.

Oficina perdiz, de Marcelo Díaz (Brasil, 2006) Cor / 35mm / 20 min / 12 anos – DF. SCRN 708/9. Entre os Blocos C e D. Área pública. Brasília DF. Perdiz e a Oficina. Entre peças mecânicas e teatrais

A saga das candangas invisíveis, de Denise Caputo (Brasil, 2008) Cor / 35mm / 15 min / 14 anos – Menos de quatro anos para erguer uma cidade. Milhares de operários. E a história delas…

Dias de greve, de Adirley Queirós (Brasil, 2009) Cor / DVD / 24 min / 14 anos – Uma greve de serralheiros é  deflagrada na periferia do Distrito Federal.Neste período, muito mais que um despertar para uma consciência de classe, os grevistas redescobrem uma cidade é um tempo que não lhe pertencem mais.

Lirismo – 07/04 (20h30), 09/04 (16h30) e 11/04 (18h30)

"Entre cores e navalhas"

"Uma"

Menina espantalho, de Cassio Pereira dos Santos (Brasil, 2008) Cor / DVD / 12 min / Livre –  Luzia mora no campo com seus pais e o irmão Pedro. Quando o irmão começa a freqüentar a escola, Luzia mostra sua vontade em acompanhá-lo, mas seu desejo não é respeitado pelo pai autoritário. Enquanto vigia um arrozal, a menina busca outros caminhos para aprender a ler.

A menina que pescava estrelas, de Ítalo Cajueiro (Brasil, 2008) Cor / DVD / 9min / Livre – Mais do que guias, as estrelas servem como uma parábola materna sobre a vida, na tentativa de fazer uma criança compreender o inexplicável.

Uma, de Nara Riella (Brasil, 2007) Cor / 35mm / 13 min / Livre – Uma mulher em reverse.

A minha maneira de estar sozinho, de Gustavo Galvão (Brasil, 2008) Cor / DVD / 14 min / 16 anos – Sueco é um jovem de 20 e poucos anos. Ele não sabe dançar, não sabe flertar, não sabe relaxar. Ele gostaria de ter alguém com quem conversar, mas está sozinho. Exceto por Melissa, a única mulher do mundo capaz de entendê-lo.

Para pedir perdão, de Iberê Carvalho (Brasil, 2008) Cor / 35mm / 17 min / 10 anos – Um homem atropela um táxi. Assim começa a busca alucinada de Pedro por Elisa em uma noite chuvosa de Carnaval.

Entre cores e navalhas, de Iberê Carvalho e Catarina Accioly (Brasil, 2007) Cor / 35mm / 10 min / 14 anos – O cabeleireiro Antony vai todos os dias de ônibus para o seu salão de beleza. Um dia percebe a cobradora Esperança, de beleza encoberta pelo mal trato. Com o passar dos dias, Antony e Esperança estabelecem uma relação que não pode ser qualificada por convenções sociais. Esse encontro desencadeia uma profunda mudança na vida e na aparência de ambos.

Outros Olhares – 07/04 (18h30), 09/04 (20h30) e 11/04 (16h30)

"Mas na verdade uma história só"

"Tétrio, vazio e gelado"

Calango! de Alê Camargo (Brasil, 2007) Cor / DVD / 7 min / Livre – Um esfomeado calango decide que um grilo será sua próxima refeição… Mas as coisas não serão tão simples quanto ele imagina. Ação , humor e uma perseguição desenfreada numa animação 3D bem brasileira.

Tetrio, vazio e gelado, de Steve Eponto (Brasil, 2007) Cor / DVD / 5 min / Livre – Um jovem se encontra em um mundo distante, vazio e gelado. Ele não reconhece o lugar e muito menos sabe como foi parar lá. Ele tenta entender o que tudo aquilo representa, o significado de cada fragmento que vê. À medida que observa o ambiente, curiosamente, compreende mais sua natureza, alguma coisa lhe parece familiar…

Mas na verdade uma história só, de Francisco Craesmeyer (Brasil, 2009) Cor / DVD / 12 min / 14 anos – Dentro de um carro, Lana e Emílio, viajam pelas estradas de um centro-oeste quase esquecido. O asfalto rasga o planalto próximo à capital. Os dois não sabem, mas suas vidas poderiam ter sido, são e serão diferentes.

Roteiro para minha morte, de Pablo Gonçalo. (Brasil, 2009) Cor / DVD / 14 min / 16 anos – Nilo Kirilov deixa em seu blog o registro e o roteiro de um último pedido.

As estalactites de Davi, de R. C. Ballerini (Brasil, 2009) Cor / 35mm / 10 min / 10 anos – Davi não gosta de ir à igreja.

Verdadeiro ou Falso, de Jimi Figueiredo (Brasil, 2009) Cor / 35mm / 14 min / 14 anos – Marina errou o passo. Errou a estratégia. Errou de Adriano. A humilhação, assim como a cegueira, é uma conseqüência natural do amor.


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Programação por dia de exibição:

6 de abril, terça-feira

16h30 – Cenas de Brasília I (81 min)

18h30 – Cinema de Escola (65 min)

20h30 – Primeira Visão (68 min)

7 de abril, quarta-feira

16h30 – Cenas de Brasília II (86 min)

18h30 – Outros Olhares (62 min)

20h30 – Lirismo (61 min)

8 de abril, quinta-feira

16h30 – Primeira Visão (68 min)

18h30 – Cenas de Brasília I (81 min)

20h30 – Cinema de Escola (65 min)

9 de abril, sexta-feira

16h30 – Lirismo (61 min)

18h30 – Cenas de Brasília II (86 min)

20h30 – Outros Olhares (62 min)

10 de abril, sábado

16h30 – Cinema de Escola (65 min)

18h30 – Primeira Visão (68 min)

20h30 – Cenas de Brasília I (81 min)

11 de abril, domingo

16h30 – Outros Olhares (62 min)

18h30 – Lirismo (61 min)

20h30 – Cenas de Brasília II (86 min)

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16
nov
09

Museu da República abriga mostra retrospectiva do cineasta francês Claude Lelouch

Lelouch poucas vezes é citado quando se pensa em cinema francês. Junto aos cultuados Godard, Truffaut e Resnais, esteve na Cahiers du Cinéma, fazendo crítica de cinema e rodando filmes. No entanto, é vítima de certo preconceito dos seguidores mais fervorosos deste grupo. Isso porque seus filmes foram considerados comerciais. Dono de uma enorme filmografia, ganhou por “Um homem, uma mulher”, de 1966, a Palma de Ouro, o Oscar de melhor filme estrangeiro e o de roteiro original. Este é seu filme mais cultuado e estará presente na mostra que terá lugar no Museu da República a partir do dia 19 deste mês. Este filme deu margem à produção de “Um homem, uma mulher – 20 anos depois”, seqüência lançada em 1986 que revisita os personagens da obra que lhe deu início. Com trilha sonora composta por músicas de Vinícius de Moraes e Baden Powell, “Um homem, uma mulher”, assim como grande parte de sua obra, tem como mote o sentimento humano em filmes de intenso cuidado plástico.

Um homem, uma mulher 2

"Um homem, uma mulher"

Mulheres e homens, modo de usar

"Mulheres e homens: modo de usar"

Os filmes de Lelouch têm traços inconfundíveis. É um cinema sentimentalista – algumas vezes classificado como cafona – que lida com grandes temas. Senti falta do filme “Retratos da vida”, um dos grandes de sua carreira que, apesar de ter sido lançado em DVD – diferente de grande parte dos filmes que compõem a mostra em sua homenagem – é de difícil acesso, estando esgotado na maioria das lojas do gênero. Este filme lida com cenas de canto e dança. Aliás, a música, assim como os relacionamentos amorosos, está sempre presente em suas obras, gerando impacto e com grande participação na narrativa. Lelouch é uma das afirmações do cinema de autor.

A mostra percorre a obra de Lelouch em filmes de diversas décadas, estando o mais recente, “A coragem de amar”, em 2005. O cineasta ainda está na ativa e prepara o lançamento, para 2010, de seu mais novo filme, “Ces amours là”, nova parceria com Anouk Aimée, atriz que esteve no elenco de “Um homem, uma mulher”.

Leia: Texto de André Setaro, “Em defesa de Claude Lelouch”

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Confira a programação da mostra “O cinema de Claude Lelouch”. Todos os filmes têm legenda em português e a entrada é gratuita:

19/11, quinta-feira às 19h: “A dama e o gângster” (“La bonne annee”, 1973, 90 minutos)

Sinopse: “Um gângster arquiteta e prepara, com seu cúmplice, o primeiro assalto psicológico a mão-armada da História do Crime. Bem próximo da famosa Joalheira Van Cleef & Arpels de Paris, o dono de um antiquário começa a observar o movimento, a fim de armar uma trapaça.”

20/11, sexta-feira às 19h: “Itinerário de um aventureiro” (“Itinéraire d’un enfant gâté”, 1988, 125 minutos)

Sinopse: “Ex-garoto abandonado que cresceu num circo, Sam Lion é obrigado a repensar sua vida depois de um acidente no trapézio. Torna-se um dirigente empresarial. Mas várias décadas se passam e ele, agora com mais de cinqüenta anos, está convencido de que os mais belos anos de sua vida são aqueles ainda não vividos. Ele quer ir além do que já viveu. Decide abandonar tudo, suas responsabilidades no escritório, seu segundo casamento, seus filhos Jean-Philippe e Victoria, e desaparecer a bordo de seu barco. Viaja para a África, onde busca refúgio próximo de seus conhecidos, os leões. Mas o passado irá encontrá-lo nas longínquas savanas na figura de Albert Duvivier, um de seus ex-patrões.”

21/11, sábado às 19h: “Um homem, uma mulher” (“Un homme et une femme”, 1966, 102 minutos)

Sinopse: “Jean-Louis Duroc e Anne Gauthier encontram-se acidentalmente durante visita a seus respectivos filhos num colégio interno a cada final de semana. Certa vez, Anne perde o trem e ele oferece a ela uma carona de volta a Paris.”

22/11, domingo às 18h: “Mulheres e homens: modo de usar” (“Hommes, femmes, mode d’emploi”, 1996, 118 minutos)

Sinopse: “Brilhante advogado, Benoit Blanc leva uma vida trepidante entre seus casos, que conduz com a energia dos conquistadores. Uma hiper-atividade que se repercute na saúde: ele sofre com complicações gástricas e tem que consultar um especialista, o professor Lerner. Na sala de espera do médico, Benoit reencontra o Inspetor Fabio Lini, antigo ator que entrou para a polícia depois de abandonar os palcos. Angustiado e receoso, Lini é imediatamente seduzido pelo temperamento do advogado.”

24/11, terça-feira às 19h: “Tem dias de lua cheia” (“Il y a des jours… Et des lunes”, 1990, 117 minutos)

Sinopse: “Corre o mês de março, horário de verão. Uma hora a menos. Além do mais, há a famosa lua cheia. Os comportamentos se exacerbam e as tensões e o mau humor se espalham como epidemia. Tudo pode mudar de uma hora para outra na vida desses personagens: o caminhoneiro que nunca chega ao fim de suas rotas, o médico que ama em excesso seus pacientes, uma mulher solitária e outra ingênua, o padre que crê no amor, o cantor abandonado, um lunático, um aposentado que sabe tudo e outro nostálgico, a jovem que sempre terá 19 anos, os noivos de uma noite apenas e tantos outros tipos.”

25/11, quarta-feira às 19h: “A coragem de amar” (“Le courage d’aimer”, 2005, 103 minutos)

Sinopse: “Segundo filme da série que Lelouch batiza de Le Genre Humain (o gênero humano), mostra várias histórias, nas quais pessoas comuns envolvem-se em situações extraordinárias, como o caso da esposa de um policial moribundo que decide abandoná-lo; um sem-teto que se diz Deus; ou uma dupla de cantores de rua formada por um italiano cinquentão e uma pós-adolescente.”

26/11, quinta-feira às 19h: “O bom e os maus” (“Le bon et les méchants”, 1976, 120 minutos)

Sinopse: ” A história de Jacques, um jovem mecânico que sonha em se tornar um boxeador profissional, e seu amigo de coração, o judeu Simon. Na década de 1930, os dois homens roubam um carro com um motor poderoso que pode superar qualquer outro veículo de transporte rodoviário e embarcam numa vida de crimes. Quando o temido inspetor de polícia Bruno está prestes a levar os dois homens à justiça, estoura a Segunda Guerra Mundial. Jacques e Simon acabam, por acaso, apoiando a Resistência Francesa. Bruno conscientemente decide colaborar com a polícia alemã. Seus caminhos acabam se atravessando.”

Trailer aqui

27/11, sexta-feira às 19h: “Tudo isso pra isso?” (“Tout ça… pour ça!”, 1993, 120 minutos)

Sinopse: “Como num grande mosaico humano, Lelouch apresenta personagens e enredos paralelos para falar de amor e solidão. Segundo estatística, é no período das férias de verão que acontece o maior número de pedidos de divórcio. É também o momento em que há mais tentativas de suicídio. Num hospital, três sobreviventes se conhecem e conversam. Cria-se uma grande amizade entre eles que pensam em repetir as tentativas juntos. É uma história sobre a distração que resta, no final do século, a homens e mulheres: como se encontrar e se separar sem grande tormentas. Participação no elenco da atriz brasileira radicada na França Cristiana Reali. O ator Fabrice Luchini ganhou o prêmio César de ator coadjuvante.”

28/11, sábado às 19h: “Atenção bandidos!” (“Attention Bandits”, 1987, 111 minutos)

Sinopse: “Simon Verini, um vigarista notório, decide voltar à ativa depois que Mozart, o jovem líder de um bando de ladrões de jóias, coloca um negócio em seu caminho. Embora Verini esteja fora da Holanda, é chamado a encontrar um comprador para as jóias roubadas de Mozart. Para convencê-lo, sua mulher é seqüestrada e mantida como refém. Embora Verini aceite a pressão e receba as jóias das mãos do seqüestrador, sua esposa é morta diante de seus olhos. Pouco depois, ele é preso pelo roubo das jóias e enviado para a prisão por dez anos. Antes de ir, tem tempo apenas para encontrar um lugar para sua filha, Marie-Sophie, em uma escola suíça de elite. Ao sair, dez anos depois, Verini recolhe sua filha, agora uma mulher adulta jovem, e persegue o assassino de sua esposa.”

Trailer aqui

29/11, domingo às 18h: “Sorte ou coincidência” (“Hasards ou coïncidences”, 1998, 120 minutos)

Sinopse: “Myriam, uma bailarina divorciada e com um filho, Serge, de oito anos, apaixona-se por Pierre, um comerciante de arte e falsificador. Depois de um curto período de felicidade, que Serge filma com a sua câmera de vídeo, Pierre leva mãe e filho numa longa viagem, que é interrompida de forma trágica. Mas o que poderia gerar apenas dor e sofrimento apresenta também novas possibilidades de vida para Myriam.”

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Serviço:

Curadoria: Sergio Moriconi

Auditório 2 do Museu Nacional da República

19 a 29 de novembro de 2009

Informações: (61) 3443-8891

Crédito das fotos: divulgação 13 films




Rafaela Camelo

Brasiliense, audiovisualista, interessada em ver, comentar e trocar experiências sobre cinema.

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