Posts Tagged ‘Lucía Puenzo

19
out
09

Confira os selecionados para a mostra competitiva do FIC Brasília 2009 – Parte 1

Férias marcadas, novembro é o mês que vou me dedicar a ver cinema. Primeiro, o FIC – Festival Internacional de Cinema – e, na sequência, o Festival de Cinema de Brasília. Agora, o problema número 2: com tantos filmes que irão ser exibidos no FIC 2009 – que conta com quase 100 filmes -, fica difícil escolher o que ver. Começo minha seleção pela mostra competitiva que, nas edições anteriores do FIC que acompanhei, não me decepcionou.

Lembrando: O FIC 2009 começa no dia 4 de novembro e vai até o dia 15, com sessões diárias no Cine Academia e Centro Cultural Banco do Brasil. Assim que forem divulgados os horários dos filmes, faço um update!

Este post é dividido em três partes, o restante dos filmes entrará nos próximos dias.

1. “Defamation”, de Yoav Shamir, co-produção Israel/Austrália/EUA/Dinamarca, 91 minutos.

Este filme esteve na première mundial do Festival de Berlim e no BAFICI, Festival Internacional de Cinema Independente de Buenos Aires. Os outros dois longas do seu diretor, Yoav Shamir, já passaram por Brasília. Em 2004, seu filme de estréia, “Checkpoint”, esteve no “É tudo verdade” e, em 2006, o filme “Cinco Dias” esteve na mostra competitiva no FIC. Em “Defamation“, Yoav volta ao ambiente já retratado em seus outros dois filmes: a luta ideológica e política entre palestinos e israelenses. Com tom satírico, o autor, um judeu de Israel, se pergunta o que é o antisemitismo, tema bastante importante para o seu povo. Shamir vai ao encontro de instituições que tratam de denúncias contra o antisemitismo, conversa com estudiosos sobre o tema e descobre um “turismo do holocausto”.

2. “El nino pez”, de Lucía Puenzo, co-produção Argentina/França/Alemanha, 96 minutos.

Um dos filmes que aguardo com mais curiosidade. As obras de Lucía Puenzo são boas amostras do cinema que está se produzindo na Argentina. Foi dela o prêmio de melhor filme da mostra competitiva do FIC 2007, com o longa “XXY”. El nino pez estreou com destaque no Festival de Berlim. A lenda paraguaia do menino peixe é contada por Ailín à Lala, a filha do dono da casa onde trabalha. As duas dividem um segredo – e um pacto – que é o ponto inicial da trama. Em mais um drama familiar, Lucía avança e trabalha com temas que tangenciavam sua obra anterior, como o amor homossexual entre duas mulheres. Tema que passa próximo também de “O Pântano”, da argentina Lucrécia Martel, no tratamento que oferece ao relacionamento entre Isabel e Momi, respectivamente a empregada e a filha mais nova da dona da casa.

3. “Francia”, de Andrián Caetano, produção Argentina, 77 minutos.

Adrián Caetano esteve no Brasil há pouco tempo pela mostra de cinema argentino “Birra, crise e poesia”. Ele é o diretor do já clássico “Pizza, birra, faso”, de 1998, longa no qual cinco adolescentes perdidos em Buenos Aires planejam um assalto – este filme marca o início do denominado novo cinema argentino. Adrián também foi indicado à Palma de Ouro pelo filme “Crônica de uma fuga”, de 2006. Bom, com essa apresentação, se pode esperar boa coisa do seu filme mais recente. Nele, um retrato de uma família é tecido pelo ponto de vista de uma adolescente. Adrián propõe um discurso ambientado na classe média, tendência argentina que chega também ao cinema brasileiro, como no último de Heitor Dhalia, “À Deriva”.

Defamation, 2009, Yoav Shamir, Isr/Austr/US/Din, Festival de Berlin, 91”




Rafaela Camelo

Brasiliense, audiovisualista, interessada em ver, comentar e trocar experiências sobre cinema.

Categorias

no twitter: