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22
out
09

Confira os selecionados para a mostra competitiva do FIC Brasília 2009 – parte 2

Vamos a segunda parte do post:

4. “Good Morning Aman”, de Claudio Noce, produção italiana, 105 minutos

Este é o filme de estréia do italiano Claudio Noce, premiado diretor em curtas-metragens. “Good Morning Aman” é todo filmado com câmera na mão e seu ritmo e temática tem tudo para atrair um público mais jovem. Este filme vem da Semana da Crítica do Festival de Cannes de 2009, seleção anual de talentos novos ou promissores que é uma das seções de destaque do evento. O protagonista do filme é Aman, um garoto somaliano que, nas noites de insônia, perambula pelas ruas de Roma, cidade onde mora e trabalha. Numa dessas noites ele conhece Terry, um misterioso ex-pugilista de 40 anos. A relação ambígua entre os dois, o discurso sobre diferenças culturais, imigração e racismo formam o eixo central da obra. Pelas críticas que saíram das exibições em outros festivais, é um bom filme, mas não imperdível.

5. “Hiroshima”, de Pablo Stoll, co-produção Uruguai / Colômbia / Argentina / Espanha, 80 minutos

Será este o festival dos filmes latinos? Lucía Puenzo, Adrián Caetano e Pablo Stoll são nomes bastante representativos. E “Hiroshima” é outro filme que não perco por nada. Pra quem não se lembra de Stoll, em 2004 ele co-dirigiu “Whisky” com Juan Pablo Rebella. Cinco anos depois, ele lança “Hiroshima” no Festival de Toronto. Estou bastante curiosa pra ver esse musical silencioso baseado em fatos reais de narrativa aparentemente simples. O filme acompanha Juan, vocalista de uma banda de rock que não gosta muito de falar, que trabalha numa padaria de noite, mas some de dia. O filme é sobre o que acontece quando essa personagem desperta. E vale prestar atenção nas produções latinas que estréiam nos cinemas fora do circuito dos festivais. Existem aqueles filmes que passam despercebidos, outros que são honestos e alguns geniais. Sem dúvida, “Gigante”, filme uruguaio dirigido por Adrián Biniez e produzido pela mesma empresa que realizou “Hiroshima”, é genial e também deve ser visto.

[Update: Me redimo quanto a esse filme. Leia aqui comentários sobre ele, depois de tê-lo assistido]

6. “Nulle part terre promise”, de Emanuel Finkiel, produção francesa, 94 minutos

Finkiel foi assistente de direção de Godard e Kieslowski. Não vi seus filmes anteriores (“Madame Jacques on the Croisette”, “Voyages” e “Casting”), mas acredito que ele deve ter aprendido boas coisas. “Nulle part terre promise” é um multi-plot que segue vários personagens que não se relacionam entre si, no entanto, têm em comum a busca de sua terra prometida na Europa contemporânea. São eles o gerente de uma fábrica, um estudante que filma uma reportagem enquanto aguarda uma ligação de seu amante e um homem curdo e seu filho que tentam entrar ilegalmente na Inglaterra. “Nulle part terre promise” vem do Festival de Locarno 2008 e foi o ganhador do prêmio Jean Vigo. Grandes expectativas para esse filme premiado de um diretor que para mim ainda é desconhecido.

E ainda faltam quatro filmes! Amanhã postarei sobre duas produções dos EUA, uma do Cazaquistão e uma japonesa!




Rafaela Camelo

Brasiliense, audiovisualista, interessada em ver, comentar e trocar experiências sobre cinema.

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