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24
out
09

Confira os selecionados para a mostra competitiva do FIC Brasília 2009 – parte 3

Parte 1

1. “Defamation”, de Yoav Shamir, co-produção Israel/Austrália/EUA/Dinamarca, 91 minutos

2. “El nino pez”, de Lucía Puenzo, co-produção Argentina/França/Alemanha, 96 minutos

3. “Francia”, de Andrián Caetano, produção argentina, 77 minutos

Parte 2

4. “Good Morning Aman”, de Claudio Noce, produção italiana, 105 minutos

5. “Hiroshima”, de Pablo Stoll, co-produção Uruguai / Colômbia / Argentina / Espanha, 80 minutos

6. “Nulle part terre promise”, de Emanuel Finkiel, produção francesa, 94 minutos

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Acabam aqui os posts sobre a mostra competitiva do FIC Brasília 2009. Esses são os últimos quatro filmes a integrar a seção. É isso, bom filme pra gente!

7. “Prince of Broadway”, de Sean Baker, produção dos EUA, 104 minutos

Um filme bem recomendado. É sobre uma grande cidade e seus imigrantes, dessa vez, Nova Iorque. Vem de uma já longa carreira internacional, arrebatando diversos prêmios do júri e público. O longa de Sean Baker chegou a ganhar simultaneamente, num mesmo dia, dois prêmios em dois festivais de continentes diferentes, o da audiência no Festival de Belfort e o do júri no Woodstock Film Festival. “Prince of Broadway” é a história de Lucky, imigrante ilegal de Ghana que trabalha para Levon, imigrante armênio dono de uma loja de produtos de moda falsificados. O conflito entra quanto uma mulher apresenta um garoto a Lucky e lhe diz que ele é seu filho. Ele é obrigado a cuidar da criança quando a mãe foge. Como não sabe seu nome, começa a chamá-lo de Prince. Isso ocorre enquanto Levon luta para salvar um casamento falido. Trama de enorme simplicidade que é tratada com realismo e humor.

[Update 17/11: Este foi o grande vencedor do XI FIC Brasília. Leia aqui comentários sobre o filme.]

8. “Tulpan”, de Sergei Dvortsevoy, produção do Cazaquistão, 100 minutos

Não caia na armadilha de achar que este é um filme entediante ou cheio de exotismos incompreensíveis à nossa cultura. Vencedor do prêmio Um Certain Regard do Festival de Cannes 2008 e primeiro longa-metragem de Sergei Dvortsevoy, é uma obra que foge de definições simplistas. É a história de pastores nômades filmada de forma semi-documental, mas também é uma história de amor cheia de misticismo, uma comédia e um drama familiar. Asa, o protagonista, retorna ao bando nômade de sua irmã na desolada Hunger Steppe para iniciar a carreira não promissora de pastor. Porém, antes de cuidar de seu rebanho, Asa precisa conquistar a única solteira elegível: sua misteriosa vizinha Tulpan. A história é tratada com humanismo e naturalidade num filme que reúne também camelos assustados e crianças travessas. Haverá neste caos certa dose de Kusturica? Mais um que entra pra lista daqueles que não perderei por nada.

[Update 17/11: Este filme é realmente sensacional, um dos grandes prazeres do XI FIC Brasília. Leia aqui comentários sobre ele, depois de tê-lo assistido]

9. “Tyson”, de James Toback, produção dos EUA, 90 minutos

Este filme também foi exibido na mostra Um Certain Regard do Festival de Cannes. O documentário realizado por James Toback – de “The Gambler” e “Os dois mundos de Billie” – é um retrato do ex-boxeador Mike Tyson. Diferenciando-se da estratégia usual de outros documentaristas, o filme não inclui depoimentos de outras pessoas além do próprio Tyson, personagem único que não divide espaço nem com o diretor do filme, ausente em imagem – mas não da narrativa, pois é um filme de fortes marcas autorais, perceptíveis pela maneira em que o estado emocional do espectador e do personagem são manipulados. O filme dividiu as platéias por onde passou. Talvez, pela força polêmica de sentir simpatia por um estuprador condenado. A obra de Toback nos obriga a ver Tyson através de entrevistas antigas, depoimentos do ex-lutador e fotografias de arquivo, trazendo à tona um ser humano às vezes complexo e outras patético.

[Update 17/11: Clique aqui e veja comentários sobre este filme, após tê-lo assistido]

10. “Wakaranai” ou “Where are you?”, de Masahiro Kobayashi, produção japonesa, 104 minutos

“Wakaranai” é um filme de minimalismo dramático com poucos diálogos. Esteve no Festival de Locarno em agosto, gerando boas críticas. A história é centrada em Ryo, um garoto de 16 anos que é demitido do supermercado onde trabalha por roubar comida. Sem ter como cobrir a dívida da internação de sua mãe num hospital e, quando ela morre, do funeral, o garoto rouba o corpo da mulher e o coloca num pequeno barco. Ele então vai à Tóquio para encontrar alguém cuja identidade só será revelada ao final. Um adolescente em sua busca solitária pela salvação, a fome e a tristeza são os temas deste filme que nos apresenta um outro Japão, diferente do colorido e da modernidade a qual sua imagem é comumente associada.

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Minhas apostas:

“El nino pez”, de Lucía Puenzo, co-produção Argentina/França/Alemanha, 96 minutos

“Hiroshima”, de Pablo Stoll, co-produção Uruguai / Colômbia / Argentina / Espanha, 80 minutos

[Update 17/11: Um dos meus grandes enganos! Assisti “Hiroshima” e não gostei. Comentários sobre o filme aqui]

“Prince of Broadway”, de Sean Baker, produção dos EUA, 104 minutos

“Tulpan”, de Sergei Dvortsevoy, produção do Cazaquistão, 100 minutos

Acompanhe a programação diária pelo site do XI FIC Brasília.




Rafaela Camelo

Brasiliense, audiovisualista, interessada em ver, comentar e trocar experiências sobre cinema.

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